Após chuvas intensas no último final de semana que provocaram grandes alagamentos em diversos bairros de Belém, no Pará, o governo federal formalizou o reconhecimento da situação de emergência no município. Conforme informações da administração municipal, cerca de 42 mil moradores foram impactados pelos alagamentos, classificados como os mais severos registrados na cidade nos últimos dez anos.
A medida foi oficializada por meio de portaria publicada nesta terça-feira, 21 de abril, no Diário Oficial da União. Além de Belém, o reconhecimento de emergência também abrange o município de Ananindeua, localizado na região metropolitana da capital paraense. A partir desse reconhecimento, ambas as cidades podem apresentar solicitações ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para acessar recursos voltados a ações de defesa civil.
No período inferior a 24 horas, o volume de precipitação ultrapassou 150 milímetros, índice considerado extremo pelos órgãos meteorológicos. Devido ao grande acúmulo de água, rios da região transbordaram e múltiplos bairros ficaram submersos. Como consequência, muitas famílias tiveram seus imóveis invadidos pela água e perderam móveis e pertences.
Equipes das forças locais de emergência organizaram uma força-tarefa que inclui ações de distribuição de cestas básicas e kits de higiene para a população atingida. Paralelamente, profissionais da assistência social realizam o cadastro das famílias afetadas para viabilizar a liberação de benefícios sociais. Outra frente de intervenção concentra-se na prevenção de novos alagamentos, com a desobstrução do Canal do Mata Fome, que estava parcialmente bloqueado por um lixão irregular, prejudicando o escoamento das águas pluviais.
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, órgão vinculado ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, enviou uma equipe técnica ao estado do Pará para dar suporte às autoridades municipais e à defesa civil local nos procedimentos necessários após o desastre. Conforme detalhado pelo ministério, o trabalho dos técnicos inclui a elaboração de planos de trabalho para o enfrentamento das consequências das enchentes.
“No caso de Belém, nosso apoio principal é na elaboração dos planos de trabalho, especialmente os que priorizam a assistência humanitária. As pessoas que foram diretamente afetadas precisam da ajuda dos governos federal, estadual e municipal”, afirmou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.
De acordo com Wolnei Wolff, a próxima etapa será focar na elaboração de planos destinados ao restabelecimento das áreas afetadas.
“Quando a água começar a baixar, será possível iniciar o levantamento dos danos causados pelas inundações e o quanto das infraestruturas públicas foram destruídas”, explica.
O acompanhamento das ações locais e o suporte técnico envolvem o levantamento de informações para subsidiar a reconstrução de estruturas e o atendimento das demandas emergenciais da população.
Informações adicionais foram obtidas por meio da reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.