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Lula defende biocombustíveis brasileiros e critica regulação da UE na Alemanha

Chefe de Estado brasileiro destaca etanol de cana-de-açúcar e critica mecanismo unilateral de cálculo de carbono da União Europeia

20/04/2026 às 15:24
Por: Redação

Em visita à Alemanha nesta segunda-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou o caráter pioneiro dos biocombustíveis produzidos no Brasil, ao mesmo tempo em que teceu críticas ao regulamento ambiental adotado pela União Europeia (UE). As declarações foram proferidas durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, realizado na cidade de Hanôver.

 

“Nosso etanol, de cana-de-açúcar, produz mais energia por hectare plantado, tem uma das menores pegadas de carbono do mundo e reduz emissões de até 90% em relação à gasolina”

 

O presidente salientou que, enquanto a União Europeia projeta alcançar 50% de sua matriz energética proveniente de fontes renováveis até 2050, o Brasil já havia atingido essa marca em 2025.

 

Em seu pronunciamento, Lula apontou que o setor de transporte representa um dos maiores desafios para a descarbonização na Europa. Ele observou, contudo, que a União Europeia está em processo de revisão de seu regulamento sobre biocombustíveis, com propostas que, segundo ele, desconsideram as práticas de sustentabilidade aplicadas no uso do solo brasileiro.

 

O chefe de Estado brasileiro relembrou que, em janeiro, foi implementado um “mecanismo unilateral” para o cálculo de carbono. Este mecanismo, segundo Lula, não leva em consideração o baixo índice de emissões inerente ao processo produtivo do Brasil, que se baseia em fontes renováveis.

 

“Essas iniciativas podem dificultar a oferta de energia limpa ao consumidor europeu em momento crítico. A elevação de padrões ambientais é necessária, mas não é correta. Adotar critérios que ignorem outras realidades e prejudicam os produtores brasileiros”

 

Lula enfatizou a ambição do Brasil de transcender a condição de país em desenvolvimento para se tornar uma nação plenamente desenvolvida. Ele assegurou que o país não desperdiçará as oportunidades geradas pela transição energética global.

 

“Estamos dispostos a deixar de ser um país em vias de desenvolvimento e queremos nos tornar um país desenvolvido. E não jogaremos fora as oportunidades da transição energética que estão colocadas para o mundo. Quem quiser produzir com energia mais barata e com energia verdadeiramente limpa, procure o Brasil, que nós temos espaço e oportunidade para quem quiser apostar no futuro”

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