A equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal, uma solicitação formal para que Bolsonaro possa passar por uma intervenção cirúrgica no ombro direito, agendada para a próxima sexta-feira, dia 24.
O pedido apresentado detalha que a finalidade do procedimento é tratar lesões localizadas no manguito rotador, estrutura composta por músculos e tendões que circunda a articulação do ombro. Os advogados destacaram que a necessidade médica pode ampliar a realização da cirurgia para o sábado, dia 25, caso haja necessidade.
No documento protocolado, a defesa de Bolsonaro argumenta a urgência do caso por motivos de saúde, solicitando que a permissão concedida pelo STF abranja não apenas o ato cirúrgico, mas também todas as etapas relacionadas ao tratamento. Isso inclui procedimentos preparatórios, exames e avaliações pré-operatórias, internação hospitalar, realização da cirurgia propriamente dita, cuidados pós-operatórios imediatos e o processo de reabilitação subsequente.
A autorização para realização da cirurgia, segundo a equipe de advogados, depende de decisão do ministro Alexandre de Moraes, que responde como relator no processo de execução penal referente ao ex-presidente. Após a manifestação do ministro, cabe à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal confirmar a autorização.
Em setembro de 2025, Jair Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e três meses de prisão, com cumprimento em regime fechado. O ex-presidente, de acordo com a sentença, foi considerado culpado pela liderança de uma tentativa de golpe de Estado, com o objetivo de prolongar sua permanência no cargo.
Durante o cumprimento da pena, Bolsonaro esteve recolhido em uma cela especial dentro do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida popularmente como Papudinha, pela proximidade com o Complexo Penitenciário da Papuda.
No mês de março, o ministro Alexandre de Moraes concedeu ao ex-presidente a possibilidade de prisão domiciliar em caráter humanitário, justificando que a medida foi motivada pela internação emergencial de Bolsonaro na Unidade de Tratamento Intensivo de um hospital particular em Brasília, após diagnóstico de broncopneumonia.