O Banco Central divulgou nesta quinta-feira, 16, que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou aumento de 0,6% em fevereiro deste ano na comparação com o mês anterior. Os números, ajustados sazonalmente para o período, mostram desempenho positivo dos principais setores econômicos nacionais.
O levantamento detalha que, em fevereiro, a agricultura apresentou crescimento de 0,2%, a indústria subiu 1,2% e o setor de serviços teve elevação de 0,3%. Esses resultados revelam expansão simultânea nas diferentes áreas que compõem a economia brasileira.
Em relação ao mesmo mês do ano passado, o índice sofreu queda de 0,3%. Neste caso, não houve ajuste sazonal, já que a comparação considera períodos iguais. No acumulado dos 12 meses encerrados em fevereiro, o indicador apresenta alta de 1,9%.
O cálculo do IBC-Br leva em conta informações sobre o desempenho da indústria, comércio, serviços, agropecuária e também o volume arrecadado em impostos. Com esses elementos, o Banco Central consegue acompanhar o ritmo da economia nacional ao longo do tempo.
Esse índice é utilizado como ferramenta de suporte pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na definição da taxa básica de juros da economia, a Selic, que atualmente está fixada em 14,75% ao ano. A Selic é considerada o principal mecanismo adotado pelo Banco Central para atingir as metas estipuladas de inflação.
Diferentemente do Produto Interno Bruto (PIB), que é divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IBC-Br é publicado mensalmente e segue uma metodologia distinta de cálculo. O Banco Central afirma que esse índice "contribui para a elaboração de estratégia da política monetária" do país, mas ressalta que "não é exatamente uma prévia do PIB".
O PIB é composto pela soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país. Segundo dados do IBGE, em 2025, a economia do Brasil avançou 2,3%, com crescimento registrado em todos os setores e destaque para o desempenho da agropecuária. Esse resultado marcou o quinto ano consecutivo de expansão do PIB brasileiro.