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Ações de saúde do governo já beneficiaram mais de 24 mil indígenas

Iniciativas incluem telemedicina, capacitação em saneamento e avanços na saúde materno-infantil

17/04/2026 às 00:44
Por: Redação

Mais de 24 mil indígenas de áreas remotas do Brasil já foram contemplados por iniciativas do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema de Saúde, o Proadi-SUS, conduzido pelo Ministério da Saúde. O programa, voltado para a qualificação do atendimento em saúde, tem promovido assistência a comunidades indígenas que vivem em regiões de difícil acesso, abrangendo diferentes estados do país.

 

Os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas disponibilizaram uma gama de serviços nas localidades em que atuam. Entre as ações implementadas estão atendimentos de pré-natal, treinamentos para atuação no setor de saneamento e prestação de serviços de teleconsulta, ampliando o suporte à saúde indígena através de tecnologia e capacitação profissional.

 

Para garantir a cobertura das regiões isoladas, o Proadi-SUS firmou parcerias com hospitais privados de referência. Essas instituições passaram a fornecer recursos digitais que interligam profissionais de saúde das Unidades Básicas a centros de menor porte, localizados em áreas indígenas distantes dos grandes centros urbanos.

 

Parcerias e resultados regionais

 

Nos estados de Alagoas e Maranhão, a colaboração entre o Proadi-SUS e a Beneficência Portuguesa de São Paulo viabilizou atendimentos em 22 comunidades indígenas. Nesses locais, foram realizadas 256 teleconsultas, beneficiando diretamente 178 pacientes dessas populações tradicionais.

 

Em outras regiões, como Paraíba e Piauí, a rede hospitalar Hcor contribuiu com a realização de 822 teleconsultas. Segundo dados do programa, a média de resolução dos casos ultrapassou 90%, o que evitou que 747 pacientes precisassem ser encaminhados para outros níveis de atenção na rede de saúde.

 

No Norte do país, o Einstein Hospital Israelita assumiu o comando do projeto TeleAMEs e instalou três pontos de telessaúde em unidades indígenas de Rondônia. Nesses polos, foram atendidos 315 indígenas pertencentes às etnias Karitiana, Suruí e Cinta Larga, ampliando o alcance do atendimento médico especializado nessas áreas.

 

Impactos na saúde materno-infantil e prevenção de doenças

 

A atuação do Proadi-SUS também tem gerado reflexos positivos nos indicadores relacionados à saúde materno-infantil. Na região da etnia Xavante, localizada no estado de Mato Grosso, está em execução o projeto Melhoria para Saúde Materna e Infantil e Prevenção ao Câncer do Colo do Útero na Saúde Indígena (MICC), sob coordenação do hospital Einstein. Por meio dessa iniciativa, a cobertura de rastreamento do câncer do colo do útero atingiu 76% das mulheres indígenas da região, e o acompanhamento de gestantes superou o patamar de 96% de cobertura.

 

Essas ações reforçam o compromisso do Ministério da Saúde com o fortalecimento da atenção básica e a ampliação do acesso a serviços essenciais para as populações indígenas, especialmente aquelas que se encontram em áreas de acesso restrito ou com limitações estruturais para assistência presencial.

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