A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, até esta sexta-feira (14), para a manutenção da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou o mandato de Rodrigo Bacellar, ex-deputado estadual pelo União e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
No julgamento virtual em andamento, três ministros já votaram a favor da confirmação da sentença do TSE, totalizando 3 votos a 0 nesse sentido. Ainda aguarda-se o voto da ministra Cármen Lúcia para conclusão do julgamento.
Rodrigo Bacellar foi condenado no mesmo processo que, em março, tornou o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro inelegível até 2030. O processo trata de contratações irregulares identificadas na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj).
Após a cassação de Bacellar, Carlos Augusto, deputado estadual do Partido Liberal (PL), assumiu a vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em virtude da recontagem dos votos das eleições de 2022.
Depois da determinação do TSE, a defesa de Rodrigo Bacellar ingressou com recurso no STF pedindo a atribuição de efeito suspensivo à decisão que resultou na perda do mandato do ex-parlamentar. O relator do caso, ministro Cristiano Zanin, rejeitou o pedido, fundamentando sua decisão em questões processuais.
Segundo o relator, há possibilidade de novos recursos contra a decisão proferida, o que, em sua avaliação, não justificaria a concessão de uma liminar naquele momento. No voto, afirmou:
“Diante dos fundamentos da decisão agravada e pelo fato de não ter ocorrido nenhuma mudança em relação a situação processual quanto à interposição de eventual recurso extraordinário e de seu juízo de admissibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral, entendo ser o caso de manter a negativa da medida cautelar por seus próprios fundamentos”.
O entendimento de Cristiano Zanin foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, consolidando a maioria de votos na Primeira Turma do Supremo.
No dia 27 de março, em decorrência da cassação de seu mandato, Rodrigo Bacellar foi novamente preso, por ordem do ministro Alexandre de Moraes.
O ex-deputado estadual é alvo de investigação que apura o suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas ao inquérito envolvendo o também ex-deputado estadual TH Joias. O Ministério Público apresentou denúncia contra Bacellar e TH Joias por tentativa de obstrução das investigações em curso.